24.1.08 

Bom começo



Bem, pelo menos acho que sim. E ainda ganhei um CD do NetBeans, olha que lindo.
Tá, eu fui o bicho mais pintado do dia. Mas quer saber? Era disso que eu tava sentindo falta. Que venha a Computação, champs. Sei que vai parecer mais pessoal do que esse blog usualmente estava, mas é sempre interessante falar de novas experiências... e a faculdade é uma das principais que eu poderia ter, oras.

E ainda juro fazer uma resenha de alguns dos discos que mais costumo ouvir. Ou falar sobre o Super Bowl que vai acontecer daqui a 10 dias. E a prova de seleção da Cultura nesse domingo... Muita coisa para acontecer. E as mudanças vão prosseguindo...

14.1.08 

Polvos

É, eu não tenho mais fé no seres humanos. Especialmente nesses amarelos doentes.


(é até inútil dizer que é +18, porque você não tá ligando para isso mesmo, seu curioso/medroso)

11.1.08 

Curtas Inúteis

• É estranha a sensação de não ter uma moita de pêlos sobre minha cabeça. E o cabelo se recusa a crescer. Maldita consequência do vestibular.

• É engraçado ver uma espécie de racha entre os "bichos" e os veteranos do curso que escolhi. Os calouros em geral são meio tímidos, tem uma forte tendência a nerdice completa e poucos bebem. Já os que entraram no ano passado (ou pelo menos uma parte deles) são uma verdadeira panela, que vão para a praia, bebem feito Chevette 77 e são qualquer coisa, menos o estereótipo nerd. Creio que esse choque de idéias vai dar em algo engraçado.

• Não entendo o porquê de eu esperar tanto pelas férias, sabendo que eu vou morrer por causa da morgação e do tédio. Por causa disso, irei na semana que vem para o colégio pegar a bendita de declaração de conclusão do ensino médio e começar a academia. Já era hora.

• Aproveitei a viagem e mudei as descrições na coluna que está ao meu lado direito (ora, um texto com vida própria?). Também corrigi os problemas com acentuação que o template fez o favor de bugar e colocar esse troço do Site Meter no blog. Verdade que quase ninguém comenta nessa joça, mas às vezes algum desavisado acaba passando por essas estâncias. É bom pra saber como e de onde vem o turista aí.

• Não tem coisa melhor que andar de ônibus pela cidade depois de um certo tempo. Ele pode até estar lotado, mas é um dos raríssimos momentos em que posso pensar sobre qualquer coisa e descansar. Como agora dependerei essencialmente do nosso querido transporte público para ir às aulas, nada mais divertido.

• De novo... a Cultura. Quanto tempo que não colocava algo relacionado a ela por aqui. Pois bem, pretendo retornar. Prova no fim do mês e dessa vez o alvo é a língua hispânica, pois a britânica não tem horários compatíveis com as cadeiras da Cultura. Hora de hablar...


Acho que só. Eu pretendia postar um texto propriamente dito hoje, mas faltou a boa vontade. Até outras.

10.1.08 

Morte e Ressurreição

O tal do dia 7 chegou e voou por mais 3. Até o exato instante. Os 3 dias da morte e ressurreição de alguém que nunca viveu em sua plenitude, mas que faleceu para a vida de alguém que teria melhores oportunidades.

No fim das contas, o ano de 2007 valeu. Em qualquer aspecto. Eu comecei como um cabeludo qualquer e que tinha em mente passar por uma prova que, como eu disse uma vez, "deus sabe o que tem a ver o cu com as calças". Bem, eu passei nessa carniça e... veja só, um careca! Um querido amigo meu falou que esse foi o ano em que me entreguei à vida boêmia. Não é verdade, como também não é mentira. Minha querida cerveja ainda está aqui, firme e forte. Assim como minhas anotações, canetas e rabiscos. Sou um boêmio trabalhador, por assim dizer.

Eu escrevi como nunca, apesar das postagens desse blog serem contados nos dedos de um cavalo. Uma coisa que não poderei esquecer é de um famoso bloquinho que virou objeto de discussões entre minhas várias personalidades. Não é questão de distúrbio bipolar, filho. É mais um caso de preto que não sabe o que escreve e inventa esses alteregos sem futuro. Um dia ainda desenterro esse tal bloco e jogo esses textos por aqui. Mesmo que seja para rir do que um dia foi alvo de várias crises psicológicas.

É, eu também pretendo escrever minhas queridas resenhas. Ora, eu sou movido por música, nada mais justo. Eu não gosto de escrever promessas porque... eu simplesmente não cumpro. Nunca cumpri e nem vai ser um ano a mais na faculdade que vai mudar isso. Mas que poderia ser uma excelente desculpa, isso é fato.

2007 foi bastante curioso por um ponto. Eu parei mesmo no tempo, não é? Tudo que vejo agora são blogs fortemente segmentarizados. Um setor que ganhou bastante "importância" (sei lá, isso até hoje me parece tão idiota) foram os tais "blogs políticos" ou sei lá que porra é essa. Até o meu pai resolveu renovar o dele e mostrar a que veio.

Particularmente, essa idéia sempre me pareceu uma furada. Transformaram o ambientes dos blogs em algo cinza, com cara de escritório no 8º andar e com uma secretária de 47 anos datilografando aquele relato/comentário/post/whatever todo santo dia. Falaram-me uma vez que os blogs agora são a cara de pessoas que passaram da era balzaquiana (mas claro, com jeitinho de "antenados") ou jovens com uma senhora tendência ao pseudo-intelectualismo (não sei usar hífens, passei de ano evitando usar isso em redações) e posts com doses de filosofia de bar. Até o termo "blogosfera" me dá nojo! Deixem os pobres blogs de relatos pessoais e com textos realmente interessantes de fora desse negócio, por favor. Só sou mais um humilde futuro computólogo (vulgo "nerd com diploma") com textos intimistas (maldita Sueli e suas aulas!) e postagens tão frequentes quanto o aparecimento de uma estrela em céu nublado.

É feliz voltar para cá. Misturar tantos assuntos de maneira desconexa e ver que, apesar das mudanças óbvias e brutais, existe ainda um lugar meu por aqui. Não sou literário, político, economista ou coisa assim. O objetivo do blog é justamente me manter desinteressado por um tempo sem determinações ou rótulos, pois tudo que tento escrever é só uma mísera tentativa de simplesmente uma coisa: nada. Eu só quero escrever, caráio!



Finalmente, há luz para a volta. Mas ainda não estou no túnel.

1.1.08 

Requiem ou despertar?

Fortaleza, 01 de janeiro de 2008.
Excelentíssimo Blogueiro Bruno Luiz,

Foi um ano diferente, Vossa Excelência. Para começar, aprendemos a utilizar esses vocativos malucos, a saber como criar uma estrutura de carta. Foi o tal "ano do vestibular" que mexeu contigo sobre todos os aspectos. Até nos mínimos detalhes, como fazer as sacadas mais "nerdish" possíveis, relacionando fatos corriqueiros com assuntos ensinados em todo o ano.

Você cortou o cabelo. Firmou algumas velhas amizades, percebeu que algumas antigas não eram tão firmes assim. Descobriu pessoas novas em velhas faces. Foi o ano em que você mais bebeu, vagabundo. Foi o ano em que tanta coisa marcante aconteceu que você nunca vai lembrar de tudo que você realmente quer. Foi o ano da luta entre o suor e a preguiça. E o tira-teima do embate tem data marcada para a minha época.

Você mudou de planos radicalmente e de maneira repentina. Na verdade, sua vontade era publicar as cartas que você fez para os seus amigos aqui nesse espaço. Mas você mudou de idéia somente por uma pessoa, que infelizmente fez esse fim de ano um pouco mais triste. Para compensar, outra pessoa recebeu em mãos a única carta "a limpo" que você fez. Você ainda não sabe a resposta dela para essa carta, mas suas intenções são as melhores possíveis.

Foi um ano de perdas. O tal 3º ano é passado. E talvez quase todas as matérias também a sejam a partir desse momento. O colégio e boa parte dos contatos que você arranjou por lá morrerão depois de um tempo. Julgaram seu aparente pessimismo por isso, mas tudo o que você gostaria é evitar um choque ainda maior com uma realidade áspera que se apresenta agora, nesse dia. Você perdeu amigos que você não imaginaria perder nessa altura do campeonato. Mas refletindo agora, você deve perceber que pessoas com esses modos são imaturas demais para compreender e tolerar as diferenças. Acharam você rude demais, que você realmente estava obcecado pelo momento de fazer a tal prova... mas que agora você percebe não ser absolutamente nada de mais.

Meu primeiro dia foi meio deprimente. Passoei o dia inteiro em frente ao PC, esperando o tempo passar. E agora? É o momento de nós revisarmos alguns conceitos:

1. Você não morreu. Pelo menos por enquanto não. Você tem sobrevida até o dia 7 de janeiro. Aproveite para refletir melhor até lá.

2. Definitivamente, eu estou melhor do que você, mesmo com você presente até agora. Eu não sou uma versão repaginada sua ou uma criatura aprimorada por meio de seus conceitos. Só sou uma pessoa. Não um blogueiro, um estudante, um amigo, um irmão ou qualquer coisa. Somente uma pessoa.

3. Apesar disso, tenho muito o que aprender com o que você realizou até hoje. Sua ideologia é firme e admiro tanto isso que manterei isso em homenagem a sua pessoa.

4. Juro como manterei sua promessa de não abandonar as pessoas que te valorizaram até o fim. Aprendi que são elas que serão meu apoio, independente de como estarei após sua ida. O velho bloco que você ajudou a preencher nesse tempo terá novas letras, novas histórias para contar. Mas as folhas continuarão as mesmas, então por mais que mude a história, a estrutura sempre esteve lá, desde o começo.

Espero que você aproveite seus últimos dias. Terei o prazer de seguir a velha linha da história em seu lugar. Com respeito e nostalgia, um abraço de quem não sabe seu futuro, mas tem em sua base uma forte referência para guia.


Bruno.

Perfil

  • Meu nome é Bruno. Ou bruN0. Você escolhe.
  • Sou de Fortaleza. Orgulhoso disso, aliás.
  • Gosto de: algo. Talvez mulheres, boa música, amigos e família respondam. Bem fácil de saber.
  • Odeio: verdura. Talvez luzinhas de natal e Dream Theater. E intolerância, sob qualquer aspecto.
  • Quer me ver sorrir? Não. Meu sorriso não é agradável a tal ponto.
  • Quer me ver rosnar? Se você latir e não bater com tanta força, ficaria divertido.
  • Um bom motivo para me conhecer: não sei. Eu é quem preciso conhecer novas pessoas, oras!
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